CINCO
CARACTERÍSTICAS DO BEM SUCEDIDO
Um estudo realizado nos
EUA definiu cinco características básicas
dos bem sucedidos. São elas:
1. Os bem sucedidos têm
um alto grau de energia. Esta energia é traduzida
em comprometimento e habilidade para conseguir que as
coisas sejam feitas; persistência para fazer as
coisas até o final; energia física e mental;
iniciativa, vigor e muita força de vontade para
empurrar um projeto ou um sonho até o final.
2. Capacidade de inovação.
Mente aberta para ver novos caminhos e maneiras não
comuns de se fazer o mesmo trabalho.
3. Talento no relacionamento
com as pessoas. Disposição em trabalhar
com outras pessoas, aceitar comentários, rir
e sorrir de situações mesmo quando as
coisas vão mal.
4. Habilidade em comunicação.
Falar de forma clara, sem rodeios, sem rebuscamentos
e a habilidade de ouvir, realmente escutar as pessoas,
absorver e entender o que as pessoas dizem. Escrever
de forma clara e concisa e ter capacidade de transmitir
confiança para as pessoas com quem se comunica.
5. Conhecimento técnico
naquilo que faz. Curiosamente este é o último
fator de sucesso. Hoje o conhecimento é dinâmico.
Necessário é aplica-lo à prática
no dia a dia. O mais importante é a capacidade
ed obter informações sobre o que vem acontecendo
em seu campo de atuação, quais as mudanças
prováveis, e preparar-se para elas. Isto é
claro, requer vontade, estudo e dedicação.
Portanto, aí estão
as 5 características dos bem sucedidos:
1. Energia
2. Capacidade de inovação.
3. Capacidade de relacionar-se bem.
4. Habilidade em comunicar-se.
5. Conhecimento atualizado.
Procure desenvolver
estas habilidades e muito sucesso a você.
QUALIDADE DE UM BOM LIDER
• Precisa ser comprometido,
tendo “fome de Deus” e Seu Reino
- Pessoa consagrada a Deus e Seus propósitos
- O compromisso de um líder inclui estar em todos
os encontros
- Dar prioridade ao convívio e os relacionamentos
- O líder entende que nenhum relacionamento se
constrói sem que as pessoas envolvidas separem
tempo umas para as outras.
• Precisa ser um
facilitador da participação dos outros
Não é alguém que fala muito. Não
é a “pessoa com todas as respostas”.
Não domina a conversa.
Pode Ter Dom de ensino ou pregação, mas
sabe quando não usar esses dons! Estimula a outros.
Provoca reflexão.
O papel de “facilitador” não é
muito bem conhecido na maioria de nossas igrejas. Permita-nos
esclarecer um pouco mais aqui. Entre as características
de um facilitador, destacamos as seguintes:
1. O facilitador é
um servo-líder, serve por meio do exemplo e de
ajuda em vez de só verbalizar.
2. O facilitador valoriza a participação
dos outros. Entende que as pessoas crescem mais por
meio da participação deles do que por
meio de ouvir a ele. Ele estimula o crescimento de outros
ajudando-os a desenvolverem suas próprias capacidades
e recursos.
3. O facilitador é paciente. Pensa em termos
de processo, não em termos de evento. Ele sabe
que o crescimento acarreta mudanças ao longo
do tempo e tem um compromisso claro com esse processo.
4. O facilitador confia no Espírito Santo. Sabe
que o Espírito Santo é o agente de mudança
na vida dos membros. Mudanças verdadeiras e duradouras
não vêm por força, motivação
exterior, ou por causa da capacidade do líder.
Todo líder tende
a ser dominador ou centralizador de poder e atenção.
Se reconhecermos isso, podemos começar e mudar
nosso estilo de liderança, pelo menos nos Pequenos
Grupos.
• Precisa ser disponível
Não é desocupado, mas disposto. Vê
este ministério como um chamado de Deus e pode
abrir mão de outras coisas para estar disponível
para Deus (Lc. 9:57-62). Liderar um grupo familiar implica
em tempo para o preparo de cada reunião e para
o cuidado pastoral do “pequeno rebanho”.
Também precisa
de tempo para estar com seu líder (coordenador
ou supervisor); que, por sua vez, deve estar investindo
sua vida nele, desenvolvendo uma relação
comprometida e pessoal.
• Precisa ser fiel
Esta pessoa sabe que: “... o que se requer dos
despenseiros de Deus é que cada um deles seja
encontrado fiel” (I Cor. 4:2). Ele cumpre o que
fala, não sendo enganoso. Hoje em dia pessoas
fiéis, que cumpram sua palavra, não são
sempre fáceis de achar, mas vale a pena procurar!
(II Tim. 2:2).
A fidelidade tem muitos aspectos. Destaquemos três:
a) O líder precisa
ser leal ao pastor e à igreja. Ele deve Ter um
claro compromisso com a unidade de sua igreja local.
Precisa ser membro ativo e assíduo na igreja.
Também precisa estar comprometido com a preservação
da unidade da igreja. Qualquer Pequeno Grupo pode facilmente
tornar-se um ponto de discordância e divisão,
se o líder deste grupo não tiver um compromisso
com a integridade da igreja.
b) O líder precisa ser responsável quanto
às reuniões da liderança. Existem
líderes (incluindo pastores!) que continuam a
errar e enfrentar dificuldades em algumas áreas,
simplesmente por não gostarem de participar de
reuniões de avaliação e administração.
Honestamente, temos que admitir que muitas dessas reuniões
são mera perda de tempo. O líder fiel
comunicará abertamente seus sentimentos e sugestões
quanto a como melhorar tais reuniões. O pastor
fiel responderá. Muitas vezes, empresários
ou administradores seculares têm boas experiências
e sugestões que o pastor poderia aproveitar.
c) O líder precisa ser responsável quanto
a apresentação dos relatórios.
O líder que não apresenta seus relatórios
em dia está dificultando o trabalho do supervisor
e prejudicando a si mesmo e ao grupo, pois a ajuda necessária
demora a chegar.
• Precisa ser um
líder
Isto parece ser óbvio demais. Mas, às
vezes, escolhemos alguém porque é nosso
amigo, porque tem uma posição de liderança
(o que não significa, necessariamente, dizer
que tem seguidores), porque é muito maduro, porque
está disposto, ou por muitas outras razões.
Alguém pode preencher todas estas qualidades
e ainda não ser líder. A prova de ser
líder é simples: tem seguidores!
• Precisa ser ensinável
Deve ser disposto a aprender, disposto a ser corrigido.
Precisa ser submisso à Palavra de Deus, tendo
a capacidade de ouví-Lo, como também ouvir
a voz de Seus homens. Que bênção
quando encontramos alguém que vai além
do que pedimos! (Heb. 13:17).
Não é
alguém perfeito ou infalível, mas alguém
que tem desejo de crescer e está crescendo. Deve
estar interessado e disposto para ser treinado. Ser
ensinável é a principal de todas estas
características, pois com base nisso, pode adquirir
ou aprender as demais qualidades.
Ainda usando todas
estas características para avaliar, precisamos
lembrar que Deus é a fonte de toda sabedoria.
Querendo Sua vontade e não a nossa, procuremos
a Ele em oração para confirmar os nomes
a serem escolhidos. Jesus passou a noite inteira orando
antes da seleção dos doze. Precisamos
tomar o exemplo dEle a sério.
SETE RAZÕES PORQUE
FALHAM OS PEQUENOS GRUPOS
Por que tão poucas
igrejas se propõem a ter PG se são tão
importantes e necessários? Em parte é
porque muitas igrejas já tentaram e falharam!
Muitas vezes nem iniciaram, pelo fato de conhecerem
outros que falharam. Seria bom identificar por que falharam.
Se você teve tal experiência, veja se algumas
das razões que indicamos abaixo explicam esta
falha. Nossa experiência com PG nos tem ajudado
a identificar pelo menos sete formas de matá-los!
É importante conhecer isto pelo menos para poder
prevenir tal morte. Violando estes princípios
você garante a falha dos PGs.
1. FALTA DE VISÃO
DO PASTOR
O Dr. Paul Yonggi Cho,
escreve: “O pastor deve ser a pessoa-chave do
empreendimento. Sem o pastor o sistema não subsistirá.
É um sistema, e todo o sistema deve Ter um ponto
de controle. O fator de controle dos PGs é o
pastor.”
Os PGs muitas vezes são
novidade. É um novo odre. Traz mudanças.
Ameaça velhas estruturas, tanto psicológicas
como sociais e até espirituais. É necessária
a mão pessoal do pastor, pelo menos no primeiro
ano, para que todo um movimento se desenvolva.
Quando o pastor não
está envolvido diretamente, ele pode, muitas
vezes, ser a causa da falha destes grupos.
2. FALTA DE SUPERVISÃO
EFICAZ E TREINAMENTO DE LÍDERES
Os grupos falham quando
deixamos a liderança isolada e sem acompanhamento.
Todo líder precisa de cobrança e de cobertura.
Se não for encorajado, o líder do PG não
resistirá. Por isso, acompanhamento e gerenciamento
são extremamente importantes, bem como uma reciclagem
e treinamento periódico.
Um aspecto deste treinamento
é ter material adequado. Muitos nem começam
por falta do mesmo. Outros começam, mas falham,
porque não sabem como dar continuidade.
Quando falamos de supervisão
e treinamento, é bom lembrar que o pastor também
precisa do mesmo! Ele não é um super-homem
que automaticamente sabe como liderar PGs. Muitos que
começaram, desistiram por não conseguirem
resolver os problemas que surgiram. Para Ter êxito
necessita pelo menos as três qualidades seguintes:
a) Precisa saber como
resolver conflitos. Quando nos conhecemos melhor, como
num PG, acabamos tendo mais conflitos. Poucos pastores
e líderes tem recebido treinamento sobre como
resolver conflitos.
b) Precisa ter um assessor ou conselheiro ao qual dirigir-se
quando os problemas surgem. O pastor precisa de ter
alguém com mais experiência que está
disposto e capacitado para assessorá-lo.
c) Precisa ver um modelo ao vivo. Muitos utilizam a
visão de um livro. Poucos conseguem Ter êxito
transferindo as idéias do livro para a realidade.
O pastor aprenderá muitas coisas essenciais.
E às vezes inconscientes, por poder visitar ou
participar de um bom PG em outra igreja. Tal participação
pode ser a rocha fundamental para o pastor visualizar
bem como tais grupos funcionariam em sua igreja.
Muitos de nós,
pastores, não mantemos um relacionamento com
outros colegas o suficiente para termos esse intercâmbio
de experiências. Muitas vezes nos achamos grandes
demais para visitarmos e observarmos como o ministério
se desenvolve no campo de um colega. Na verdade, essas
experiências podem nos trazer muita vida, inspiração
e direção. Pense também sobre a
possibilidade de convidar outros pastores para visitarem
ministérios em sua igreja, simplesmente para
observar. Isto quase nunca acontece. Sempre os convidamos
para ministrarem. Às vezes as observações
e a avaliação que pode fazer, se pedimos
com espírito de humildade, pode servir para melhorar
dramaticamente um ou outro ministério da igreja.
3. FALTA UM RELACIONAMENTO
ESTREITO ENTRE O PASTOR E OS LÍDERES
Em muitos casos o pastor
não abraça a visão porque tem medo
de descentralizar seu poder. Teme que não poderá
controlar o que acontece nos grupos. Vê a possibilidade
da divisão, com um ou mais PG tornando-se autônomos
e saindo da igreja.
O pastor e seus líderes
precisam Ter um bom relacionamento e um espírito
de companheirismo e amizade. Este relacionamento estreito
é a chave da prevenção contra divisão.
4. FALTA DE UM SENTIDO
DE MISSÃO
Quando o grupo focaliza
apenas a si mesmo, perdendo o sentido de missão,
acaba se matando. Algumas pessoas diriam que tal grupo
deve morrer! Cada PG precisa de um sentido de missão
para ser um grupo saudável. O objetivo evangelístico
de um PG já dá tal sentido de missão
a um grupo. Se não tiver ênfase, o grupo
precisará descobrir outra missão.
O objetivo central dos
PGs é estabelecer relacionamentos redentores,
com Cristo, uns com os outros, e estendendo-se para
os que ainda estão fora do grupo. A amizade se
torna uma chave para conquistar a vizinhança,
os amigos e outros.
5. PESSOAS SUPERCARENTES
PODEM DESTRUIR UM GRUPO
As necessidades de tais
pessoas podem ultrapassar a capacidade de resposta do
grupo. Muitas vezes pessoas feridas emocionalmente se
tornam dominadoras e controladoras. Essas pessoas, ou
seus problemas, podem acabar dominando o grupo. O segredo
é criar grupos de apoio que atendam especificamente
a estes casos.
6. FALTA DE DESENVOLVIMENTO DE NOVAS ESTRUTURAS
É preciso desenvolver
estruturas para que os PGs sejam parte central da vida
da igreja. Só acrescentar um grupo à vida
de um líder, já sobrecarregado de atividades,
é uma forma segura de “matar” os
componentes do grupo e fazê-lo fracassar.
Muitos pastores não querem começar PG
por não terem pessoas preparadas para liderá-los.
A liderança já está sobrecarregada.
Na verdade, precisamos descobrir novos líderes
ou ajudar os líderes atuais a passarem algumas
de suas responsabilidades para outros. Normalmente será
necessário que a igreja pare com alguma reunião
no meio da semana para que se abra espaço para
os membros participarem dos PGs.
Outro aspecto para desenvolver
novas estruturas está relacionado com estruturas
psicológicas. No início, as pessoas não
querem abrir suas casas. A visão da igreja tem
sido por tanto tempo voltada para o templo, que os membros
têm dificuldade de enxergar suas casas como expressão
do reino de Deus em suas vizinhanças. Muitas
pessoas só conseguem enxergar a presença
de Deus no templo. Temos esquecido que nós somos
o templo de Deus, pedras vivas, demonstrando a realidade
de Deus ao nosso redor.
7. MÁ SELEÇÃO
DOS LÍDERES
Selecionar os líderes
formais da igreja para liderarem os PGs . Eles não
eram ensináveis, nem estavam prontos para entrar
numa nova visão.
COMO TORNAR OS MODULOS DO
PG DINÂMICOS E INTERESSANTES
PORQUE O PG PRECISA
SER DINÂMICO?
“Qualquer atividade
que for realizada sem entusiasmo, sem dinamismo, cairá
na rotina e no enfado.”
RAZÕES PARA OS
PGs:
? Desenvolver amor fraternal
? Evangelizar/Conservar
? Oração
? Estudo da Bíblia
? Criar ambiente apropriado para o desenvolvimento espiritual
“Somente se o PG
for repleto de fervor e entusiasmo, faremos com que
alcance seus objetivos e influencie a vida de seus membros.”
A figura do Líder
é fundamental para tornar a reunião dinâmica.
O grupo será reflexo daquilo que é seu
Líder.
O LÍDER COMO ELEMENTO-CHAVE:
? Consciência do
seu chamado
? Sua experiência com Deus
? Seu preparo para a função
? Seu esforço e dedicação
“Nada é
por acaso, principalmente o sucesso.”
“Não há vitórias a preço
de pechincha.”
Elsen Hower
O PROGRAMA SEMANAL DO
PG:
? Recepção-15
minutos
? Louvor
? Confraternização - 10 minutos
Apresentação dos visitantes
Conversa informal
? Testemunho - 10 minutos
Planos de ação para o evangelismo do Pequeno
Grupo.
Testemunhos espirituais.
Desafio da cadeira vazia.
Designar duplas para visitar:
- Os ausentes.
- Os visitantes.
Membros da igreja que não participem do pequeno
grupo.
Avaliação das atividades.
? Oração - 10 minutos
Agradecimentos e Pedidos de oração
Oração intercessória.
? Estudo da Bíblia - 35 minutos
Participação de todos no estudo.
Aplicação prática da mensagem estudada
na vida de cada um.
Apelo para todos viverem o que foi aprendido.
ABERTURA – 15’
? Recepção
? Louvor
? Hino Inicial
? Oração
CONFRATERNIZAÇÃO
– 10’
? Pedidos de Oração
? Agradecimentos
? Testemunhos – Interagir com os membros, envolvendo
todos.
? Secretaria – Membros ausentes
ORAÇÃO
– 10’
? Crie motivos especiais
? Caixinha de Oração
? Varie as formas
O MOMENTO MAIS IMPORTANTE
– 35’
? O estudo da lição é determinante
? Prepare-se antecipadamente
? Permita que todos participem da leitura (cada aluno
com o seu exemplar)
? Saiba o objetivo da lição (a conclusão
é uma dica)
? Explore as aberturas para debate:
Envolva todos na discussão
Faça perguntas abertas (que pedem opiniões,
sentimentos, razões e reações)
Permaneça no tema abordado
Relacione o tema com a vida dos membros (seja prático,
relevante)
Coordene a discussão encerrando cada abertura
e prosseguindo
? Conclua de tal maneira que o grupo saiba o que fazer
ou para onde ir (ação)
DICAS SOBRE O PROGRAMA
? Este programa
todo não deve durar mais que uma hora e vinte.
Seja pontual.
? Usar lições para PGs, capítulos
de um livro do Espírito de Profecia ou algum
estudo bíblico.
? Durante o estudo procure envolver a todos, não
fuja do assunto e nem faça sermões.
? Procure criar no grupo um clima de informalidade.
? Nos pedidos de oração orientar às
pessoas que sejam objetivas.
REVENDO
OS PRINCÍPIOS BÁSICO
8 RAZÕES
1. O PG GERA ENVOLVIMENTO
PESSOAL
?
Através do PG cada pessoa tem a oportunidade
de envolvimento pessoal na obra do Senhor.
? O membro deixa de ser mero espectador, “veste
a camisa” e entra no jogo.
? Grupos grandes despersonalizam as pessoas, tornando-as
meros números de estatísticas.
? Quando as pessoas ficam mais próximos uns dos
outros, rompem a barreira do anonimato e passam a compartilhar
suas riquezas, sejam elas dons espirituais, experiências
de vida, recursos financeiros, oportunidades, etc.
? O PG atrai pessoas porque possibilita que cada uma
independente de sua cultura ou capacidade, possa ter
uma participação significativa.
? Tal participação traz outros benefícios:
a) Maior mobilização
b) Maior responsabilidade
- São valorizados naquilo que fazem
c) Maior uso dos dons
- O uso dos dons cresce em proporção à
participação
d) Maior crescimento espiritual
- Um ditado diz: Eu ouço e esqueço; eu
escuto e lembro; eu faço e aprendo.
2. O PG GERA COMUNHÃO
Através dos PGs
as pessoas se aproximam mais umas das outras. Há
oportunidade para um conhecimento mais íntimo
dos irmãos, que passam a se conhecer pelo nome;
nascem laços de amizade; a comunhão fica
mais forte.
É impossível
cumprir os mandamento recíprocos (os “uns
aos outros” ) quando “uns” só
se encontram com os “outros” no meio de
multidões reunidas para grandes eventos. Com
o PG, abre-se a possibilidade e levar a sério
os mandamentos. Retoma-se o hábito de ir às
casas uns dos outros. Os irmãos e vizinhos passam
a se visitar, pelo menos para as reuniões. Nesse
ponto os PGs são quase inigualáveis, se
forem comparados a outros trabalhos normais da igreja.
Os PGs possuem alguns
elementos fortalecedores e facilitadores de comunhão
que não estão presentes em outras reuniões:
a) Maior Intimidade:
Numa sociedade urbana é difícil desenvolver
amizade. Este é um dos grandes pontos dos PGs.
b) Maior Flexibilidade: Por causa do grupo ser pequeno,
os ajustes são mais fáceis e possibilitam
adaptações às diversas realidades.
c) Maior Integração Social
d) Maior Mobilidade: Os grupos dão mobilidade
à igreja, pois representam a igreja, espalhada
por toda a cidade ou bairro, como se fossem “pernas”
e os “braços” da igreja.
e) Maior Sensibilidade: Ao mesmo tempo em que os grupos
são as pernas e os braços da igreja, são
também seus olhos e ouvidos na comunidade. Através
dos grupos, a igreja pode saber o que está acontecendo
na comunidade e servir de auxiliadora.
3. O PG GERA EVANGELIZAÇÃO
Os PGs têm como
um de seus principais objetivos a evangelização.
Cada crente torna-se um missionário e cada lar
uma agência missionária! A evangelização
é mais completa e concreta através de
relacionamentos pessoais. A grande maioria das pessoas
evangelizadas não ficam na igreja, a não
ser que se encontrem amigos.
Os PGs funcionam como
ponte de ligação entre o indivíduo
e a igreja. Muitas pessoas que não aceitariam
um convite para ir à igreja, estariam bem mais
abertas a um convite para ir à casa do vizinho
ou amigo. Uma reunião de PG não exige
o mesmo grau de compromisso que um culto na igreja.
O lar, por ter um ambiente familiar e mais descontraído,
oferece boas condições para se apresentar
as Boas Novas de Cristo. A resistência ao evangelho
é bem menor. Assim podemos despertar-lhes o interesse
e a fé. A igreja precisa “por todos os
modos, salvar alguns” (I Cor. 9:19-22).
À medida que novos
grupos vão surgindo, novas bases são estabelecidas
para a evangelização nos bairros.
Torna-se claro que tais
grupos facilitam o crescimento da igreja. Novas igrejas
nascem naturalmente a partir destes grupos. A maioria
das denominações estabelece novas igrejas
através da criação de pontos de
pregação e depois congregações.
Os PGs oferecem várias vantagens:
1. O trabalho surge baseado em relacionamentos e amizades.
2. A nova igreja surge naturalmente através da
multiplicação de PGs num bairro.
3. A nova igreja já nasce com bons líderes
ligados ao bairro.
4. O PG GERA INTERAÇÃO
No PG fica mais fácil
integrar e acompanhar os n ovos decididos. Poucas pessoas
permanecem na igreja se não desenvolvem pelo
menos três amizades. Num PG este desenvolvimento
é mais fácil. As pessoas sentem um apoio,
um encorajamento pessoal, e um amor tangível
em seus primeiros passos de vida cristã.
5. O PG GERA PASTOREAMENTO
Os PGs fortalecem e assistem
aos membros da igreja. O PG possibilita um pastoreio
eficaz. Muitos problemas do rebanho são resolvidos
com desabafos, intercessão e aconselhamento mútuos,
troca de experiências ou exortações
amorosas, o que pode acontecer muito bem nos PGs. Através
dos PGs a sobrecarga pastoral é tirada, havendo
uma melhor distribuição de funções
que, anteriormente, eram somente responsabilidade do
pastor titular. Lembre-se do conselho de Jetro para
Moisés (Êx. 18).
6. O PG GERA NOVOS LÍDERES
Os grupos ajudam a formar
e descobrir líderes que certamente, não
teriam oportunidade num grupo maior. Os grupos possibilitam
e requerem o crescimento da liderança. Este crescimento
possui dois aspectos:
a) Interno: Desenvolvendo as habilidades de determinado
líder de grupo, dentro do seu grupo.
b) Externo: Aumentando o número de líderes
preparados para assumir outros PGs que venham a surgir.
As reuniões dos
PGs têm uma estrutura simples que possibilita
a maioria dos crentes, não neófitos, a
dirigir uma reunião sem muitos problemas.
7. O PG GERA AJUDA (O
DIACONATO)
As necessidades pessoais
podem ser melhor assistidas. Nas grandes reuniões
há o “Eu te amo em Jesus”. Nos PGs
há o “eu te amo e tenho tempo para ouví-lo”.
“Eu te amo e posso levá-lo ao hospital”.
“Eu te amo e posso ajudar sua família enquanto
você está desempregado”.
Quando existem problemas
sociais, o grupo tem um potencial maior para ajudar
aquele indivíduo ou família necessitada,
pois convive com a sua realidade. Os grupos estão
afinados com as necessidades locais e aptos para responder
de forma prática.
8. O PG GERA ENSINO PRÁTICO
Jesus ordenou: “...fazei
discípulos... ensinando-os a guardar todas as
coisas que vos tenho ordenado” (Mt. 28:19,20).
Nas grandes reuniões a Bíblia é
generalizada; nas pequenas é particularizada.
O ensino passa a ser mais eficaz e a prática
é facilitada. Reunir poucas pessoas e colocar
a Bíblia em suas mãos, gera o ambiente
e a ocasião para que todos contribuam com seus
conhecimentos e testemunhos, e compartilhem suas dúvidas.
Desta maneira a Palavra de Deus é aplicada a
situações específicas.
No desenvolvimento dos
PGs, fazemos da Bíblia a pedra fundamental do
ministério. Duas coisas são importantes:
a Palavra tem de ser a base do ensinamento, e este ensino
deve ser feito de maneira informal. Precisamos fazer
estudos simples da Bíblia que se apliquem à
realidade das pessoas, que sejam práticos e aumentem
o desejo de obedecer a Deus. Tais estudos não
devem somente chamar-nos à obediência,
mas mostrar-nos como obedecer.
Para concluir esta
seção, algumas pessoas podem se surpreender
com tantos e tão grandes benefícios dos
PGs. Na verdade a explicação é
simples. Há sempre um grande benefício
em obedecer a Palavra de Deus. Onde houver tal obediência,
frutificarão bênçãos e benefícios.