Introdução
De que forma você se relacionava com seus irmãos
(ou mesmo se relaciona ainda) na infância?
[ ] Era ótimo. Todos compartilhávamos os
mesmos brinquedos. Eu me divertia
[ ] Era bom, mas nem sempre estávamos dispostos
a dividir os brinquedos.
[ ] Era razoável. O que um queria fazer o outro
não queria, mas sempre chagamos a um acordo
[ ] Era ruim. Dificilmente chegávamos a um acordo
sobre o que fazer
[ ] Era péssimo. Nunca conseguimos nos combinar.
Cada um ia para o seu lado e pronto
Irmãos nem sempre são tão cúmplices
como deveriam. Desde o início da história
da humanidade, no episódio de Caim e Abel, ficou
evidente que, apesar de serem todos de uma só raiz,
é provável que cada um tenha seu temperamento
individual e que sejam um diferente do outro, ou até
mesmo inimigos.
A administração dessa situação
não é fácil para os pais. É
preciso muito bom senso e equilíbrio. Na Bíblia
temos uma história que deixa esse fato bastante
evidente. Vamos conhecer?
I. O Que a Bíblia Diz
“Um dia os irmãos de José levaram
as ovelhas e as cabras do seu pai até os pastos
que ficavam perto da cidade de Siquém. Então
Jacó disse a José:
- Venha cá. Vou mandar você até Siquém,
onde os seus irmão estão cuidando das ovelhas
e das cabras.
- Estou pronto para ir – respondeu José.”
“Aí José foi procurar os seus irmãos
e os achou em Dotã. Eles viram José de longe
e, antes que chegasse perto, começaram a fazer
planos para matá-lo. Eles disseram:
- Lá vem o sonhador! Venham, vamos matá-lo
agora. Depois jogaremos o corpo num poço seco e
diremos que um animal selvagem o devorou. Assim veremos
no que vão dar os sonhos dele.
Quando Rúbem ouviu isso, quis salvá-lo dos
seus irmãos e disse:
- Não vamos matá-lo. Não derramem
sangue. Vocês podem jogá-lo neste poço,
aqui no deserto, mas não o machuquem.
Rúbem disse isso porque planejava salvá-lo
dos irmãos e mandá-lo de volta ao pai. Quando
José chegou ao lugar onde os seus irmãos
estavam, eles arrancaram dele a túnica longa, de
mangas compridas, que ele estava vestindo. Depois o pegaram
e o jogaram no poço, que estava vazio e seco. E
sentaram-se para comerem. De repente viram que ia passando
uma caravana de ismaelitas que vinha de Gileade e ia para
o Egito. Os seus camelos estavam carregados de perfumes
e de especiarias. Aí Judá disse aos irmãos:
- O que vamos ganhar se matarmos o nosso irmão
e depois escondermos a sua morte? Em vez de o matarmos
vamos vendê-lo a esses ismaelitas. Afinal ele é
nosso irmão, é do nosso sangue.
Os irmãos concordaram. Quando alguns negociantes
midianitas passaram por ali, os irmãos de José
o tiraram do poço e o venderam aos ismaelitas por
duzentos e trinta gramas de prata. E os ismaelitas levaram
José para o Egito.” (Gênesis 37:12-36
– BLH)
II. Compreendendo
1. Porque os sonhos de José irritavam seus irmãos?
[a] Eles não gostavam de sonhadores
[b] Em seus sonhos, José sempre aparecia como o
herói
[c] Eles se sentiam humilhados
[d] Eles pensavam que José os estavam humilhando
[e] Enquanto sonhava, José se esquecia de trabalhar
2. O que estava por trás de seu desejo de matar
José?
[a] Eles queriam chamar a atenção de seu
pai
[b] Assim eles teriam certeza que os sonhos não
se cumpririam
[c] José era um bocado chato
[d] Seu pai elegeria um outro preferido
3. Em que Rúbem era diferente dos outros?
[a] Ele amava José
[b] Ele amava seu pai
[c] Ele não agüentava ver sangue
[d] Ele se sentia responsável por José
[e] Ele não se incomodava em não ser o preferido
de seu pai
4. Qual terá sido a participação
de Deus nessa história?
[a] Ele influenciou os irmãos de José a
vendê-lo
[b] Ele não estava envolvido
[c] Ele estava envolvido, mas ainda não sei como
[d] Ele tentou convencer os irmãos de José
a não continuarem seu plano
[e] Ele inspirou Rúbem na defesa de seu irmão
[f] Ele providenciou uma caravana de ismaelitas
5. Porque os irmãos de José preferiram vendê-lo
ao invés de matá-lo?
[a] Eles tinham segundas intenções
[b] Pelos menos ganhariam algum dinheiro
[c] A sua consciência acabou doendo um pouco
[d] Eles ficaram com medo da reação de seu
pai
[e] A intervenção de Rúbem os sensibilizou
III. Aplicando
1. Quando tenho sonhos mostrando-me que um dia serei
importante, eu:
[a] Assumo que são de origem divina
[b] Penso que comi demais antes de ir para a cama
[c] Conto a todo mundo
[d] Não conto para ninguém
[e] Fico ansioso até contar a novidade para alguém
[f] Não acredito que chegarei lá
2. Quando sou traído por pessoas de minha própria
família, eu:
[a] Prometo nunca mais voltar a amá-las de novo
[b] Entendo como sendo parte dos planos de Deus
[c] Fico procurando oportunidades para uma revanche
[d] Entro em depressão
[e] Procuro entender os motivos dos meus familiares
3. Na próxima vez que alguém me trair, acho
que Deus:
[a] Providenciará uma caravana para me resgatar
[b] Me deixará no buraco por algum tempo
[c] Mudará minha opinião a respeito daqueles
que me traíram
[d] Tomará providências para que o traidor
não fique sem seu castigo
[e] Enviará meu irmão para me proteger
IV. Meditando
Os filhos de Jacó, por diversas vezes, demonstraram
falta de um “freio” mais forte na sua educação,
ou mesmo de um melhor exemplo em sua criação.
A poligamia estava presente em seu lar; a mentira que
havia proferido não havia sido apagada, e muito
menos a sua influência.
O ciúme entre as várias mães fez
crescer naquele lar crianças que estavam acostumadas
com as rixas e contendas. Crianças que não
aprenderam a ser obedientes, que não se acostumaram
a sujeitar-se à palavra dos pais.
O mundo, hoje em dia, tem agido de forma bastante complacente
com as crianças. Sabemos que a cada dia que passa
a educação infantil torna-se mais e mais
aberta e é dado mais espaço às crianças.
Esse tipo de educação tem seu maravilhoso
valor na construção do caráter de
nossas crianças, abrindo-lhes a mente e dando-lhes
a segurança necessária na hora de tomarem
suas decisões. Entretanto é necessário
lembrar que todo extremo é perigoso.
Se os pais levarem a seus filhos maravilhosas lições
de obediência e mediante moderado e persistente
esforço estabelecerem esse hábito no seu
lar, estarão sendo “evitados conflitos posteriores
entre a vontade e a autoridade, os quais tanto contribuem
para suscitar na mente dos jovens desapego e amargura
para com os pais e professores, e tantas vezes resistência
a toda a autoridade humana e divina.” (Orientação
da Criança – pág. 85)
A maior ferramenta que os pais possuem à sua disposição
é o seu próprio exemplo. Agindo de conformidade
com suas palavras, estando eles próprios sujeitos
à vontade de Deus, certamente estarão mostrando
a seus filhos a importância da sujeição
e da obediência, incitando-os a, como eles, serem
também crianças obedientes e, no futuro,
adultos que conhecem e seguem a vontade de Deus.