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CRISTÃO E OS DESAFIOS DA VIDA
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OBJETIVO: Orientação espiritual aos membros
frente aos desafios do séc. XXI
BLOCOI
Confraternização:
Meunome é....................................................
mas pode me chamar de..............................................
Minhamaior aspiração profissional é..................................................................................................
O queeu desejo dizer sobre desafios a este PG...................................................................................
ORIENTAÇÃO: O objetivo desta confraternização
é fazer com que cada pessoa no PG faça uma reflexão
sobre si mesmo compartilhando com o grupo. O dirigente deve
explicar ao grupo e começar para dar exemplo de como
cada membro fará em seguida.
BLOCOII
Testemunho:
Os momentos de testemunho devem conter um ou dois relatos
de casos em que algum membro do PG superou seus próprios
limites para alcançar algum objetivo (OBS.:De preferência
o líder deverá pesquisar antes do dia dessa
lição, para minimizara perda de tempo).
BLOCOIII
Estudo daBíblia:
A Outra Janela
A menina debruçada na janela trazia nos olhos grossas
lágrimas e o peito oprimido pelo sentimento de dor
causado pela morte de seu cão de estimação.
Com pesar observava atenta ao jardineiro a enterrar o corpo
do amigo de tantas brincadeiras. A cada pá de terra
jogada sobre o animal, sentia como se sua felicidade estivesse
sendo soterrada também.
O avô que a observava aproximou-se a envolveu em um
abraço e falou-lhe com serenidade:
- "Triste a cena, não é verdade?"
A netinha ficou ainda mais triste e as lágrimas rolaram
em abundância.
No entanto, o avô que desejava confortá-la, chamou-lhe
a atenção para outra realidade. Pegou-lhe pela
mão e a conduziu para uma janela opostamente localizada
na ampla sala. Abriu as cortinas e permitiu que visse o jardim
florido à sua frente e lhe perguntou carinhosamente:
- "Está vendo aquele pé de rosas amarelas
bem ali à frente? Lembra que você me ajudou a
plantá-lo?
Foi em um dia de sol como hoje que nós dois o plantamos.
Era apenas um pequeno galho cheio de espinhos e hoje veja
como está lindo, carregado de flores perfumadas e botões
como promessa de novas rosas".
A menina enxugou as lágrimas que ainda teimavam em
permanecer em suas faces e abriu um largo sorriso mostrando
as abelhas que pousavam sobre as flores e as borboletas que
faziam festa entre uma se outras das tantas rosas de variados
matizes que enfeitavam o jardim.
O avô, satisfeito pôr tê-la ajudado a superar
o momento de dor falou-lhe com afeto:
- Veja, minha filha. A vida nos oferece sempre várias
janelas. Quando a paisagem de uma delas nos causa tristeza
sem que possamos alterar o quadro, voltamo-nos para outra
e certamente nos deparamos com uma paisagem diferente. Tantos
são os momentos de nossa existência, tantas as
oportunidades de aprendizado que nos visitam no dia-a-dia
que não vale a pena sofrer diante de quadros que não
podemos alterar.
São experiências valiosas da vida, das quais
devemos tirar lições oportunas sem nos deixar
tragar pelo desespero e revolta que só infelicitam
e denotam a falta de confiança em Deus.
BLOCO IV
Estudo da Bíblia:
Tente recordar alguma situação em que você
se sentiu desanimado diante dos desafios davida. Você
já sofreu por causa da inveja de alguém? Compartilhe
com ogrupo sua idéia de como devemos agir diante dos
obstáculos (profissionais, estudantis, domésticos,etc).
A– José: alvejado pela inveja (Ler: Gên.
37:18-20)
Por causa da atitude invejosa de seus irmãos, uma tragédia
(aos olhos humanos) começou na vida de José.
Primeiro foi lançado no fundo do poço e depois
vendido como escravo para uma terra distante. “José
chegou, sem suspeitar do perigo, e alegre de que o objetivo
de sua longa pesquisa estivesse cumprido; mas em vez da esperada
saudação aterrorizou-se pela ira e olhares vingativos
que encontrou. Agarraram-no e tiraram-lhe a capa. Zombarias
e ameaças revelavam um propósito mortal. Seus
rogos não foram atendidos. Estava inteiramente em poder
daqueles homens enfurecidos. Arrastando-o rudemente para uma
profunda cova, lançaram-no ali, e, tendo-se certificado
de que não havia possibilidade de escapar, deixaram-no
para perecer de fome, enquanto"assentaram-se a comer
pão". Gên. 37:25.
[...] Judá propôs então vender seu irmão
àqueles mercadores gentios, em vez de o deixar a morrer.
Ao mesmo tempo em que ele seria eficazmente posto fora de
seu caminho, permaneceriam limpos de seu sangue; "porque",
insistiu, "ele é nosso irmão, nossa carne".
Gên. 37:27. Com esta proposta todos concordaram, e José
foi rapidamente tirado da cova.
Ao ver ele os mercadores, a terrível verdade passou
como relâmpago por seu espírito. Tornar-se escravo
era uma sorte para se temer mais do que a morte. Na aflição
do terror apelou para um e outro de seus irmãos, mas
em vão. Alguns foram movidos de dó,mas o medo
de caçoada conservou-os em silêncio; todos achavam
que haviam então ido longe demais para desistirem.
Se José fosse poupado, sem dúvida relataria
o feito deles ao pai, que não deixaria de tomar em
consideração a sua crueldade para com o filho
predileto. Empedernindo o coração aos seus rogos,
entregaram-no às mãos dos mercadores gentios.
A caravana prosseguiu, e logo perdeu-se de vista”. Patriarcas
e Profetas, pp. 211,212.
DISCUSSÃO EMGRUPO: Como você reage diante daqueles
que lhe invejam?
B– José: alvejado pela calúnia e injustiça
(Ler Gên. 39:12-19)
Agora, já no Egito, uma outra situação
embaraçosa acontece na vida de José. Assediado
por uma bela mulher egípcia ele se manteve puro e rejeitou
suas insinuações. Contudo, foi caluniado diante
dos outros servos e do patrão. “José
sofreu pela sua integridade; pois sua tentadora vingou-se
acusando-o de um crime detestável, e fazendo com que
ele fosse lançado na prisão”. Patriarcas
e Profetas, p. 218.
Quantas calúnias enfrentamos durante o nosso jornadear
por esta terra. A competição desleal no mercado
de trabalho envolve muitas dessas calúnias e injustiças.
A questão é: Como temos enfrentado essas situações
tão adversas? Você já se sentiu injustiçado
alguma vez? Compartilhe com o grupo.
C– José: alvejado pela ingratidão e indiferença
(Ler Gên. 40:23)
A ingratidão e indiferença são atitudes
dolorosas para qualquer ser humano. O Senhor Jesus ressaltou
isso quando curou os dez leprosos e viu que só um retornou
para agradecer. José, na escuridão do cárcere,
agiu com bondade e amabilidade para com todos os prisioneiros.
Revelou o futuro promissor do copeiro do Rei,mas esse não
se lembrou do seu benfeitor. “O copeiro-mor viu
realizar-se o sonho em todos os pormenores; quando, porém,
foi restabelecido ao favor real,não mais pensou em
seu benfeitor. Durante mais dois anos José ficou com
o prisioneiro. A esperança que se lhe acendera no coração,
gradualmente morrera; e a todas as outras provações
acrescentou-se a amargura da ingratidão”.Patriarcas
e Profetas, p. 219.
A ausência de um sincero reconhecimento pelo que fazemos
com dedicação, nos abate e até causam
revoltas. Você já sentiu tristeza por algo de
bom que você fez a alguém, mas não foi
reconhecido?
BLOCO V
Estudo da Bíblia:
D– Como José reagiu à inveja, calúnia,
injustiça, ingratidão e indiferença (Ler
Gên. 45:4-9)
Durante sua viagem para a escravidão no Egito, muitos
pensamentos lhe vieram à mente. Pensou em seu amoroso
pai, nos bons momentos da sua infância, e sem dúvida,
pensou também no que poderia lhe acontecer. Mas, concentrou
sua atenção nAquele a quem havia aprendido a
amar e obedecer desde criança. “Então
seus pensamentos volveram para o Deus de seu pai. Na meninice
fora ensinado a amá-Lo e temê-Lo. Muitas vezes
na tenda do pai, ouvira a história da visão
que Jacó tivera quando se retirava de seu lar, como
exilado e fugitivo. Contaram-lhe a respeito das promessas
do Senhor a Jacó, e como tinham elas se cumprido -
como, na hora de necessidade, os anjos de Deus tinham vindo
instruí-lo, consolá-lo e protegê-lo.E
aprendera acerca do amor de Deus, provendo um Redentor aos
homens. Todas estas lições preciosas vinham
agora vividamente diante dele. José acreditava que
o Deus de seus pais seria o seu Deus. Ali mesmo se entregou
então completamente ao Senhor, e orou para que o Guarda
de Israel estivesse com ele na terra do exílio”.Patriarcas
e Profetas, pp. 213-214.
Essa entrega completa lhe transformou num homem íntegro
e confiante. Não era mais aquele rapazinho mimado.
As adversidades foram enfrentadas sob a ótica de que
a mão poderosa do SENHOR estava por trás de
sua história. A certeza de que o Todo-Poderoso estava
bem ali, do seu lado, lhe deu segurança e paciência
para enfrentar todos os obstáculos. As dificuldades
em seu caminho o ajudaram a encarar a vida com firmeza, não
se curvar diante dos desafios, mas a curvar-se diante do Senhor
que é superior a qualquer desafio.
Sua determinação em ser fiel estava acima de
qualquer circunstância. Na casa de Potifar ele foi fiel.
Como mordomo-chefe ele continuou sendo fiel. Ao ser injustamente
encarcerado manteve sua fidelidade. Quando foi posto por governador
de todo o Egito, ainda assim perseverou em ser fiel. Tudo
porque, o Alvo de sua fidelidade era o Deus a quem amava.
Aplicação:
O mundo em que vivemos nos aponta grandes desafios. Viver
é arriscar-se. Não podemos permanecer na janela
da tristeza se não podemos mudar os fatos, mas é
possível enxergar novos horizontes através de
outra janela: a janela da fé. • • Você
consegue compreender como encarar de modo diferente seus próprios
desafios? • • Agir como José, esquecendo-se
de si próprio em favor de outros, não ajudaria
a enfrentar seus obstáculos? • • Lembre-se
de alguém que nesse momento pode ser beneficiado com
esta nova visão da vida. O que você pode fazer
para ajudá-lo(a)?
Conclusão:
Através desta lição, vimos a carreira
profissional de José. Como aparentes derrotas foram
encaradas positivamente e se tornado em grandes benefícios
que lhe desenvolveram o caráter e contribuíram
para elevá-lo ao cargo de governador do Egito.
Se você também escolher o caminho da fidelidade
a Deus, da absoluta confiança em Seus planos –
mesmo que lhe pareçam incompreensíveis –
você galgará posições importantes
durante sua vida nesta terra. Mas acima de qualquer coisa,
você terá se tornado um(a) cidadão(ã)
do reino celestial.
Por trás da sua história também existe
a mão do Todo-Poderoso, e se você permitir, alcançará
os ideais de Deus em sua vida.
Pr. Manoel Chaves
Missão Nordeste |