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I – QUEBRA-GELO E INTRODUÇÃO:
1. Vocês já receberam alguma resposta do Senhor
Jesus através de um sonho?
2. Será que todos os sonhos têm um significado?
3. Hoje iremos estudar algumas lições que
podemos extrair de um sonho que Ellen G. White teve há
alguns anos atrás. Mas antes vamos considerar duas
abordagens acerca dos sonhos.
II – O MISTÉRIO DOS SONHOS:
1. No Mundo Antigo os sonhos estavam relacionados a religião
– algumas religiões criam que ao ver uma pessoa
que morreu durante o sonho era prova da imortalidade da
alma. Outras criam que os sonhos eram revelações
dos deuses.
2. Freud foi o pioneiro no estudo científico dos
sonhos. Em seu livro Interpretação de Sonhos
(1900) preconizou que a origem dos sonhos estava relacionada
aos desejos. Durante os sonhos o Inconsciente se libera
e aquilo que aparentemente parece loucura ou uma aventura
sem sentido, está repleto de significados psicológicos.
3. Alguns nutricionistas acreditam que alimentação
pesada antes de dormir pode influenciar os tipos de sonhos
que temos.
4. Neurocientistas, estudiosos do funcionamento da mente,
defendem que durante os sonhos podemos obter respostas criativas
aos problemas do dia-a-dia . Deirde Barret no seu livro
Tudo Começou com Um Sonho, relata fatos ocorridos
com profissionais de diversos campos do saber, que obtiveram
soluções e sugestões durante o sono.
III – A BÍBLIA E OS SONHOS:
1. Na Bíblia encontramos dois aspectos relacionamentos
ao fenômeno dos sonhos: (1) o sonho como mero processo
fisiológico. Neste caso os sonhos podem ter ou não
sentido existencial e (2) o sonho como revelação.
Há vários textos Bíblicos onde os sonhos
são instrumentos revelacionais – Deus fazendo
sua vontade conhecida através dos sonhos (Gen 20:3,
31:10, 37:8, Núm. 12:6, I Reis 3:5, Dan 2, Mat 1:20,
2:12,13 e 19; 27:19).
2. O sonho a seguir é do tipo revelacional, ou seja,
possui uma mensagem espiritual a cada um de nós.
(Leia todo o texto e depois comente)
SONHO IMPRESSIONANTE
Num sonho que me foi dado em 29 de setembro
de 1886, eu andava com um grande grupo que estava à
procura de amoras silvestres. Havia muitos homens e mulheres
jovens nesse grupo, os quais deviam ajudar a apanhar as
frutas. Parecia como se estivéssemos numa cidade,
pois havia muito pouco espaço vazio; mas, ao redor
da cidade, havia campos, belos arvoredos e pomares cultivados.
Ia adiante um grande carro carregado de provisões
para nós.
Em breve o carro parou, o grupo dispersou-se
em todas as direções à procura de frutas.
Tudo em torno do carro eram arbustos, altos e baixos, apresentando
belas e preciosas frutas; mas o grupo dirigia as vistas
para muito longe, em procura delas. Pus-me a apanhar as
frutas ali por perto, mas com muito cuidado, com receio
de tirar também as verdes, que se achavam tão
misturadas com as maduras, que eu só podia colher
uma ou duas em cada cacho.
Algumas das maiores frutas tinham caído,
e estavam meio comidas pelos bichos e insetos. "Oh!",
pensei, "se este campo houvesse sido penetrado antes,
toda essa preciosa fruta poderia ter sido salva! Mas é
demasiado tarde agora. Entretanto, apanharei estas do chão,
e verei se há algumas boas entre elas. Mesmo que
toda a fruta esteja estragada, posso pelo menos mostrar
aos irmãos o que eles poderiam ter encontrado, se
não se houvessem atrasado tanto."
Nesse momento dois ou três grupos
vieram caminhando para o lugar em que me achava. Estavam
gracejando, e pareciam muito ocupados com a companhia uns
dos outros. Ao ver-me, disseram: "Temos procurado por
toda parte, e não pudemos encontrar frutas."
Olharam com espanto para a quantidade que eu tinha. Eu disse:
"Há mais ainda para serem apanhadas nesses arbustos."
Começaram a colhê-las, mas
logo pararam, dizendo: "Não é justo que
apanhemos aqui; a senhora encontrou este lugar e a fruta
é sua." Repliquei, porém: "Isso
não importa. Apanhem onde encontrarem alguma. Este
é o campo de Deus, e estas são Suas frutas;
tendes o privilégio de apanhá-las."
Mas dentro em pouco pareceu-me estar novamente
só. De quando em quando ouvia conversas e risos no
carro. Perguntei aos que aí se achavam: "Que
estão fazendo?" Responderam: "Não
pudemos encontrar nada, e como estivéssemos cansados
e com fome, pensamos em vir para o carro e fazer um lanche.
Depois de havermos descansado um pouco, haveremos de sair
outra vez."
"Mas", disse eu, "vocês
não trouxeram ainda nada. Estão comendo todas
as nossas provisões, sem nos dar nada. Não
posso comer agora; há muita fruta para apanhar. Vocês
não a encontraram porque não procuraram atentamente.
Não está do lado de fora dos arbustos; é
preciso procurá-la. Na verdade não a poderão
apanhar a mãos cheias; olhando, porém, com
cuidado entre as verdes, hão de encontrar frutas
excelentes."
Dentro em pouco meu baldezinho estava cheio delas, e levei-as
para o carro. Eu disse: "Esta é a melhor fruta
que já apanhei, e colhi-a aqui, por perto, ao passo
que vocês se fatigaram procurando-a inutilmente a
distância."
Então todos vieram ver minhas frutas. Disseram: "Estas
são frutas de arbustos altos, durinhas e boas. Não
pensávamos que se pudesse achar alguma coisa nos
arbustos altos, de maneira que procuramos nos pés
baixos apenas, e só encontramos algumas delas."
Então eu disse: "Guardarão
estas frutas e depois irão comigo procurar mais nos
arbustos altos?" Mas eles não se tinham preparado
para acondicionar as frutas. Havia pratos e sacos em abundância,
mas haviam sido usados para guardar comida. Fiquei cansada
de esperar, e afinal indaguei: "Não vieram apanhar
frutas? Então como não estão preparados
para acondicioná-las?"
Um respondeu: "Irmã White,
não esperávamos realmente encontrar frutas
num lugar onde havia tantas casas, e tantas pessoas passando;
mas como a senhora parecia tão ansiosa de as colher,
decidimos vir junto. Pensamos em trazer bastante para comer,
e aproveitar a recreação, caso não
as apanhássemos."
Respondi: "Não posso compreender essa espécie
de trabalho. Voltarei para os arbustos imediatamente. O
dia já vai adiantado, em breve a noite chegará,
quando não poderemos apanhar nenhuma fruta."
Alguns foram comigo, mas outros permaneceram próximos
do carro, para comer.
Num lugar reunira-se um pequeno grupo,
e ocupava-se em falar acerca de alguma coisa na qual pareciam
muito interessados. Aproximei-me, e vi que uma criancinha
que se achava nos braços de uma mulher, havia-lhes
atraído a atenção. Eu disse: "Vocês
não têm senão pouco tempo, e fariam
melhor em trabalhar enquanto podem."
A atenção de muitos foi atraída por
um casal de jovens que estava apostando corrida para o carro.
Aí chegando, estavam tão cansados, que tiveram
de sentar-se e descansar. Outros se haviam atirado também
à relva em busca de repouso.
Assim passou o dia, e bem pouco se havia
feito. Afinal eu disse: "Irmãos, vocês
chamam a isso uma expedição mal-sucedida.
Se essa é a maneira por que trabalham, não
admiro sua falta de êxito. Seu sucesso ou fracasso,
depende da maneira em que lançam mão da obra.
Há frutas aqui; pois eu as encontrei. Alguns de vocês
andaram procurando nos pés baixos, em vão;
outros encontraram algumas; mas os arbustos grandes foram
passados por alto, simplesmente porque não esperavam
achar frutas aí. Vêem que as frutas que eu
apanhei são grandes e maduras. Dentro em pouco outras
amadurecerão, e podemos tornar a percorrer esses
arbustos. Foi essa a maneira em que fui ensinada a apanhar
frutas. Se vocês houvessem procurado perto do carro,
teriam encontrado da mesma maneira que eu.
“A lição que vocês
deram hoje aos que estão aprendendo a fazer essa
espécie de serviço, será seguida por
eles. O Senhor tem colocado esses arbustos frutíferos
mesmo no meio desses lugares densamente povoados, e espera
que os encontrem. Mas vocês têm estado todos
muito ocupados em comer e divertir-se. Não vieram
ao campo com sincera decisão de encontrar frutas.
"Devem, daqui em diante, trabalhar
com mais zelo e fervor, e com um objetivo inteiramente diverso,
ou seus trabalhos nunca serão bem-sucedidos. Trabalhando
na devida maneira, ensinarão aos obreiros mais jovens
que coisas como comer e divertir-se são de menor
importância. Foi difícil trazer o carro de
provisões para o terreno, mas vocês pensaram
mais nelas, do que nas frutas que deviam levar para casa
em resultado de seus labores.
“Devem ser diligentes, primeiro para
apanhar as frutas que estão mais próximas
de vocês, e depois procurar as que se encontram mais
afastadas; em seguida poderão voltar e trabalhar
perto outra vez, e assim serão bem-sucedidos."
Obreiros Evangélicos, págs. 136-139. (SC,
47-49).
DISCUSSÃO EM GRUPO E INTERAÇÃO COM
O TEXTO:
1. Qual é o assunto principal deste
sonho de Ellen G. White?
0 Como colher frutas
0 Como fazer um passeio com a igreja
0 Como fazer o trabalho missionário.
0 Como se perder na floresta
2. O que simbolizam esses frutos?
3. Quais os significados das expressões:
(3º parágrafo)
• Frutas “Verdes” =
• Frutas “Maduras” =
• Frutas “comidas pelos bichos e insetos”
(podres) =
4. Por que algumas frutas estavam podres?
(3º parágrafo)
5. Quem são as frutas que estão
“perto” (fáceis de serem colhidas) e
as que estão “longe” (difíceis
de serem encontradas)?
6. Na sua opinião, quem são
esses frutos que estão em árvores altas? (7º
parágrafo)
7. O que podemos aprender sobre a tendência
humana de se conformar com pequenas conquistas, ou seja,
estar satisfeito por colher poucos frutos?
8. Será que estamos desviando o
foco de nossa missão (colher frutos) por outras atividades
“sociais” e até mesmo “espirituais”?
9. Marque abaixo as expressões que
são o segredo da vitória:
0 “Estavam gracejando, e pareciam muito ocupados com
a companhia uns dos outros”.
0 “Começaram a colhê-las, mas logo pararam”.
0 “ Trabalhando na devida maneira, ensinarão
aos obreiros mais jovens que coisas como comer e divertir-se
são de menor importância”.
0 “De quando em quando eu ouvia conversas e risos
no carro”.
0 “Vocês não encontraram porque não
procuraram atentamente”
0 “Mas eles não se tinham preparado para cuidar
das frutas”.
0 “Seu sucesso ou fracasso, depende da maneira em
que lancham mão da obra”.
0 “Mas vocês têm estado todos muito ocupados
em comer e divertir-se. Não vieram ao campo com uma
sincera decisão de encontrar frutas”.
0 “Devem ser diligentes, primeiro para apanhar as
frutas que estão mais próximas de vocês,
e depois procurar as que se encontram mais afastadas; em
seguida poderão voltar e trabalhar perto outra vez,
e assim serão bem-sucedidos."
10. Você acha que está entre
aqueles que voltam satisfeitos por ter obtido poucos frutos
ou entre aqueles que saem crendo nas promessas do Salmo
126:5 e 6 (ler)?
11. Que outras lições você
pode extrair deste sonho?
CONCLUSÃO:
1. Leiamos JOÃO 4:31 a 38 (ouça o que o Espírito
Santo está lhe dizendo).
2. O Senhor Jesus disse que a seara está madura (pessoas
já estão preparadas) mas os obreiros (os missionários)
são poucos.
3. A serva do Senhor em outro texto, revela: “Em todo
o mundo homens e mulheres olham atentamente para o Céu.
De almas anelantes de luz, de graça, e do Espírito
Santo, sobem orações, lágrimas e indagações.
Muitos estão no limiar do reino, esperando somente
serem recolhidos”. EGW, AA, 109.
4. Gostaria você se colocar nas mãos do Senhor
Jesus, para que Ele faça de você um missionário?
5. Oremos agora por isso!
Pr. Evandro Luiz da Cunha
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