PRATICANDO O PERDÃO

IV. Meditando
Poeticamente poderíamos descrever a amizade como um frasco que em seu interior pode reter a mais deliciosa das fragrâncias, entretanto depois de haver sofrido uma queda ou ruptura, suas bordas aguçadas podem cortar até o âmago da alma. É maravilhosamente alegre poder desfrutar de uma bela amizade: sincera, pura e leal. É tremendamente triste sofrer a decepção da imperfeição daquele a quem se tem amizade.
Esse paradoxo foi vividamente exemplificado na história de Oséias e Gômer. A dedicação de um esposo a uma esposa que o traiu pode hoje até mesmo ser considerado como um ato inconseqüente e irresponsável, mas é preciso olhar para essa ilustração com outros olhos: os olhos da fidelidade e do perdão. Ser fiel na bonança jamais constituirá prova de amizade.
Já imaginou se Deus nos tratasse da maneira como inicialmente imaginamos que Gômer deveria ser tratada? Ou você acha que não pode ser acusado de adultério em seu relacionamento com Deus? Quantas vezes você não O traiu em busca de outros prazeres, outras prioridades?
Ainda bem que o amor de Deus é incondicional. Ele não diz: “Se você me amar, Eu o amarei”. Em Romanos 5:8, Paulo deixa claro que Ele morreu por nós enquanto éramos ainda pecadores (leia-se adúlteros). A admirável natureza do amor de Deus é que ele existe independente da atitude humana. Homens e mulheres poderão desprezá-lo, rejeitá-lo, ridicularizá-lo e negar Sua existência e mesmo assim a eterna e incondicional afeição de Deus continua a fluir em direção à Terra.
Ao ler a história desse casal, geralmente temos a tendência de nos colocar no lugar de Oséias. Entretanto algum dia você já se colocou no lugar de Gômer? Hoje queremos que você faça isso. Pense de quanto amor ela precisava. De quanta atenção, carinho e... PERDÃO. Oséias lhe demonstrou a sinceridade de seus sentimentos concedendo-lhe fidelidade, carinho e perdão. Deus tem feito o mesmo por você. E VOCÊ? O QUE TEM FEITO?



“Praticando o perdão”


Delman Falcão e José Moura (Adaptado) M.S.A. /UNeB
Introdução
O Que faz do perdão algo tão fundamental na avaliação das verdadeiras amizades?
[ ] Ele pode recolocar as amizades no caminho certo
[ ] Ele demonstra qual é o nosso limite
[ ] Ele revela onde estamos colocando nossas prioridades
[ ] A capacidade de fazer as coisas recomeçarem do zero, dando outras oportunidades para as verdadeiras amizades
[ ] Outros: ___________________________________________
Essa talvez seja a prova mais dura na avaliação das verdadeiras amizades. Quantas vezes vemos as pessoas dizendo que até perdoam alguém, mas não conseguem esquecer o que lhe fizeram? Porque é difícil passar por cima e esquecer dos maus tratos e das injustiças que nos foram cometidas?
Acontece que quando somos maltratados, estamos sendo pisados, inferiorizados, colocados por baixo e essa situação não nos é confortável, pois queremos sempre sobressair e estar em destaque. O motivo de termos dificuldade em perdoar, portanto, não é o que as pessoas nos fizeram, mas a necessidade inerente do ser humano de sentir-se superior a todos em redor. Para passar com nota 10 nessa avaliação quem precisa mudar não é quem vai ser perdoado, mas quem vai perdoar.
Na Bíblia Sagrada encontramos um exemplo de perdão incondicional. Será que poderemos aprender alguma coisa?

I. O Que a Bíblia Diz
“19 Desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias;20 desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao SENHOR.
21 Naquele dia, eu serei obsequioso, diz o SENHOR, obsequioso aos céus, e estes, à terra;22 a terra, obsequiosa ao trigo, e ao vinho, e ao óleo; e estes, a Jezreel.
23 Semearei Israel para mim na terra e compadecer-me-ei da Desfavorecida; e a Não-Meu-Povo direi: Tu és o meu povo! Ele dirá: Tu és o meu Deus!
1 Disse-me o SENHOR: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo e adúltera, como o SENHOR ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses e amem bolos de passas.2 Comprei-a, pois, para mim por quinze peças de prata e um ômer e meio de cevada;3 e lhe disse: tu esperarás por mim muitos dias; não te prostituirás, nem serás de outro homem; assim também eu esperarei por ti.4 Porque os filhos de Israel ficarão por muitos dias sem rei, sem príncipe, sem sacrifício, sem coluna, sem estola sacerdotal ou ídolos do lar.5 Depois, tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao SENHOR, seu Deus, e a Davi, seu rei; e, nos últimos dias, tremendo, se aproximarão do SENHOR e da sua bondade.”(Oséias 2:19-3:5)

II. Compreendendo
1. Nos versos 19 e 20 o verbo desposar é repetido três vezes. O que será que se está querendo enfatizar?
[a] O compromisso que se faz pela vida toda no matrimônio
[b] A importância que se deve dar ao companheirismo numa relação como essa
[c] A necessidade de deixar-se apagar pelo menos um pouco para o sucesso nesse tipo de relacionamento
[d] A fidelidade necessária para alimentar o sucesso do matrimônio
[e] Outros: ___________________________________________

2. Porque o matrimônio é comparado a nosso relacionamento com Deus?
[a] Para demonstrar o nível de intimidade que Deus deseja ter com Seu povo
[b] Para demonstrar o nível de fidelidade que Deus deseja ter com Seu povo
[c] Para demonstrar o nível de compromisso que Deus deseja ter com Seu povo
[d] Para demonstrar o nível de amizade que Deus deseja ter com Seu povo

3. Se o matrimônio é comparado ao nosso relacionamento com Deus, o adultério pode ser comparado à nossa infidelidade com Deus? Isso traz alguma lição para você?



4. Nos versos 1 e 2, vemos que há uma iniciativa da parte de Oséias, que nessa parábola tipifica a Deus, de reconstruir o relacionamento. Que lição há nisso ?
[a] Deus sempre toma a iniciativa de nos perdoar
[b] O perdão que Ele nos oferece custou muito caro a Deus
[c] Assim como o adultério é uma ofensa grave e foi perdoada, também qualquer que tenha sido nossa ofensa para com Deus Ele está disposto a perdoar
[d] Apesar de sempre ter oportunidade do perdão, cada vez que ofendo a meu Deus irei causar-lhe algum prejuízo
[e] Outros: _________________________________________

5. Deus poderia simplesmente providenciar tudo para que Oséias e Gômer voltassem a se unir?
[a] Sim [b] Não

6. Porque Deus preferiu que Oséias tomasse todas as providências?


III. Aplicando
1. Porque pode ser tão difícil perdoar aqueles que nos são próximos?
[a] A presença constante diminui nossa capacidade de esquecer
[b] Sempre esperamos mais de quem está mais próximo de nós
[c] Por estarem próximos, as situações difíceis acontecerão com mais freqüência
[d] Porque para nós eles sempre serão mais caros

2. Você já passou pela experiência de perdoar alguém?
[a] Sim [b] Não

3. Que benefícios você colheu dessa atitude?


4. Em que sentido a história de Oséias se parece com a de Cristo?


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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